Ao analisarmos a documentação fotográfica de um projecto há que proceder à recolha e fixação de todos os elementos possíveis para a caracterização do bem cultural, seja através da fonte imediata (o próprio bem), seja através de fontes mediatas (outros bens e ou documentos). Assim, fazem parte essencial da sua correcta identificação: a descrição, quer escrita, quer através de imagens – desenho, filmes, etc. – o registo dos seus dados físicos, o tipo de bem, o estilo, as técnicas utilizadas no seu restauro, os materiais, a qualidade do bem, a época, etc.

A nossa intervenção centrou-se essencialmente no estado de degradação do monumento, que reflecte as condições do local onde este está inserido. Foi fundamental emanar um controle da humidade relativamente às coberturas, aos isolamentos de janelas, ás entradas de água, mantendo todas as paredes circundantes libertas de acumulação de humidade.

Devido ao estado de conservação das habitações tipo A e tipo B, foi necessário proceder a uma desmontagem cuidadosa dos revestimentos das coberturas, bem como a sua estrutura de madeira e pré esforçada existentes.

Esta operação segura e perfeitamente consciente, contribuiu não só para a conservação e duração da edificação como das peças a restaurar, como para restabelecer a harmonia do conjunto, restituindo o seu verdadeiro valor significativo, sem lhe diminuir o interesse.

Todas as madeiras tratadas ou restauradas foram impregnadas de um Xilófago do Tipo Cuprinol verde e incolor (nos novos madeiramentos da cobertura) e incolor no caso de vãos. Esta operação teve o intuito de proteger a madeira contra organismos vivos, prevenir e controlar todas as zonas, criando condições para estes não se desenvolvam durante algum tempo.

Por outro lado, as argamassas a utilizadas foram sempre que possível argamassa à base de cal hidraulica natural, areia do rio e areia amarela, ou argamassas gordas conforme se mostra na fotografia seguinte.










 

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